KAPP, Silke; BALTAZAR, Ana Paula; MORADO, Denise. Arquitetura como exercício crítico: apontamentos para práticas alternativas. Disponível em: www.field-journal.org/index.php?page=journal-2
Quando tentamos definir o termo arquitetura, logo nos remetemos ao questionamento
do papel do arquiteto. Assim como
abordado no artigo referenciado e através de análises sobre o assunto, deparamos com
alguns problemas em que os profissionais precisam encarar na profissão e com seus
clientes. Para tal, é preciso retornar aos fatos históricos e entender que,
muitas vezes, o produto gerado pelos arquitetos foi resumido, e, confirmado
pelos mesmos, apenas como seus desenhos de autoria e exclusividade. Sendo
totalmente desvinculado do seu papel social e de gerador de espaços através da participação
dos usuários.
Ao expor o terceiro significado do termo arquitetura, segundo os autores
do artigo, surge uma pergunta: “Se qualquer transformação do espaço pelo
trabalho humano é considerada arquitetura, o que restaria aos arquitetos fazer?”,
através desse pensamento, como forma de defesa, é desvalorizada qualquer
criação do espaço que não seja realizada por arquitetos ou com um projeto
prévio. Mas é preciso levar em consideração que um dos papéis do arquiteto é,
justamente, levar em consideração os anseios e as transformações da sociedade e
compatibilizar esses elementos com o conhecimento técnico do profissional. Assim,
o que foi pensado e imaginado será formalizado para que se possa concretizar da
maneira mais clara e segura.
Como estudante de Arquitetura e Urbanismo sinto-me desafiada a resgatar e
repensar o importante papel de planejadora e criadora do espaço urbano diante de
questões relacionadas à sociologia, mercado imobiliário, políticas urbanas aliadas
à realidade política, econômica, social e ambiental do espaço produzido.
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