quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Afinal, quem é o arquiteto?


KAPP, Silke; BALTAZAR, Ana Paula; MORADO, Denise. Arquitetura como exercício crítico: apontamentos para práticas alternativas. Disponível em: www.field-journal.org/index.php?page=journal-2

Quando tentamos definir o termo arquitetura, logo nos remetemos ao questionamento do papel do arquiteto. Assim como abordado no artigo referenciado e através de análises sobre o assunto, deparamos com alguns problemas em que os profissionais precisam encarar na profissão e com seus clientes. Para tal, é preciso retornar aos fatos históricos e entender que, muitas vezes, o produto gerado pelos arquitetos foi resumido, e, confirmado pelos mesmos, apenas como seus desenhos de autoria e exclusividade. Sendo totalmente desvinculado do seu papel social e de gerador de espaços através da participação dos usuários.

Ao expor o terceiro significado do termo arquitetura, segundo os autores do artigo, surge uma pergunta: “Se qualquer transformação do espaço pelo trabalho humano é considerada arquitetura, o que restaria aos arquitetos fazer?”, através desse pensamento, como forma de defesa, é desvalorizada qualquer criação do espaço que não seja realizada por arquitetos ou com um projeto prévio. Mas é preciso levar em consideração que um dos papéis do arquiteto é, justamente, levar em consideração os anseios e as transformações da sociedade e compatibilizar esses elementos com o conhecimento técnico do profissional. Assim, o que foi pensado e imaginado será formalizado para que se possa concretizar da maneira mais clara e segura.

Como estudante de Arquitetura e Urbanismo sinto-me desafiada a resgatar e repensar o importante papel de planejadora e criadora do espaço urbano diante de questões relacionadas à sociologia, mercado imobiliário, políticas urbanas aliadas à realidade política, econômica, social e ambiental do espaço produzido.


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